Este foi o primeiro filme que vi no cinema neste novo mês de fevereiro, este grandioso filme está excelentemente bem feito, é brutal.
“Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres” é um filme com uma história excelente, está bem dirigido, tem um grande elenco, tem uma banda sonora frenética e tem lindas paisagens.
Este filme de 2011 é a versão americana do livro homólogo de Stieg Larsson, um escritor sueco que ficou mais conhecido depois da sua morte. “The Girl with the Dragon Tattoo” é uma nova visão do filme sueco com o mesmo nome.
Eu considero este filme melhor que o primeiro, devido a três pontos: Estar perfeitamente bem dirigido por David Fincher, a Rooney Mara a atriz principal estar perfeitamente caracterizada e ao bom ritmo do filme.
As histórias dos dois filmes estão parecidas, mas não iguais. Este filme tem contornos um bocadinho diferentes do original, mas isso não o estraga pois está lá tudo. Esta nova versão tem um final parecido, mas no fundo diferente.
Quem viu o original não se vai arrepender se vir esta nova versão, onde as parecenças caem mais sobre Daniel Craig que está muito parecido com Michael Nyqvist, o Mikael Blomkvist do filme sueco “Millennium 1 - Os Homens Que Odeiam as Mulheres”.
Este filme tem mais ação, tem imagens duras e cruéis, mas é extremamente isto. Estas imagens duras são importantes, pois o tema do filme é importante.
É de frisar que tanto Rooney Mara como Noomi Rapce foram excelentes no papel de Lisbeth Salander e não me admirava que Rooney Mara vencesse o Óscar de Melhor Atriz, merece-o. Rooney Mara está completamente diferente, assustadora e bela ao mesmo tempo.
Mikael Blomkvist (Craig) é um jornalista de meia-idade, divorciado, que tem passado a vida a denunciar a corrupção do mundo dos negócios de Estocolmo na sua revista Millennium. Depois da sua saída da revista é Erika Berger (Robin Wright) que fica a cargo desta.
Quando Henrik Vanger (Christopher Plummer) , um poderoso empresário, o convida para um trabalho de investigação, Mikael tem nas mãos material irrecusável. Desta vez tem que investigar o desaparecimento de Harriet, a sobinha de Henrik.
Mikael conta com a ajuda de Lisbeth Salander (Mara), uma hacker de alto nível com problemas de comportamento social, para desvendar os segredos que a família de Henrik esconde.
Mikael terá de falar com várias pessoas da família desde Martin Vanger (Stellan Skarsgård), o irmão da desaparecida e atual chefe da empresa, passando por Anita Venger (Joely Richardson) a prima e confidente de Harriet, a Dirch Frode (Steven Berkoff), o braço direito de Henrik.
Lisbeth Salander é forte, lutadora e é uma fonte da natureza. Ela é um bocado a heroína do filme, pois luta contra ‘os homens que odeiam mulheres’. Ninguém se meta com ela, pois ela pode ser muito assustadora e perigosa. Mas tem também fraquezas e uma delas, e a principal, é precisar de carinho. Mas acima de tudo é uma mulher extremamente forte, é única.
O filme tem uma banda sonora excelente, os créditos iniciais estão brutais e para quem perdeu os créditos finais perdeu também uma música adorável.
No elenco podemos contar também com os nomes de Moa Garpendal, Geraldine James, Donald Sumpter e Ulf Friberg.
Rooney Mara está de parabéns, David Fincher também, resumidamente “The Girl with the Dragon Tattoo” está de parabéns.
As cenas de violência e de sexo são precisas, é um filme duro mas acima de tudo excelente. Vejam este filme, veja este excelente filme.
5*